O Grupo de Estudos Críticos para as Relações Étnico-raciais (GECRE/CNPq) & Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais convidam para o  II Encontro Encruzilhadas Literárias - 2026

Mesa | Direitos Humanos para além da norma: reconhecimento, reparação e cuidado 

 

Pessoas negras seguem sendo as maiores vítimas das desigualdades estruturais no Brasil, realidade que se expressa não apenas nos indicadores sociais, mas também nas formas como o sofrimento, o cuidado e a dignidade são distribuídos de maneira desigual. Quando falamos em Direitos Humanos, é preciso perguntar: quem é efetivamente reconhecido como sujeito de direitos? Quem tem acesso ao cuidado? Quem permanece à margem das políticas de proteção e reparação?

O racismo estrutural continua operando como uma engrenagem silenciosa na produção de vulnerabilidades, afetando o acesso à saúde, à educação, à justiça e às condições mínimas de existência digna. No campo da saúde mental, essa realidade se torna ainda mais evidente quando observamos quem adoece sem cuidado adequado, quem é medicalizado sem escuta e quem permanece invisibilizado nas políticas públicas.

Refletir sobre essas questões é mais que um exercício acadêmico: é um compromisso ético com a construção de uma sociedade capaz de reconhecer, reparar e cuidar. Encruzilhar saberes, experiências e práticas torna-se, assim, uma forma de resistir às lógicas que naturalizam a desigualdade e de afirmar outras possibilidades de existência.

Nesta mesa, Direitos Humanos para além da norma: reconhecimento, reparação e cuidado, pretendemos construir um espaço de diálogo crítico que nos permita tensionar algumas questões fundamentais:

Como pensar os Direitos Humanos para além de sua dimensão formal e jurídica?
De que forma o reconhecimento racial se conecta com o direito ao cuidado e à saúde mental?
Que caminhos de reparação histórica ainda precisam ser construídos no Brasil?
Como transformar políticas públicas em práticas reais de cuidado e dignidade?
Que responsabilidades cabem a nós, como intelectuais, educadores e cidadãos, na construção de uma sociedade antirracista?

Mais do que respostas prontas, esta mesa propõe perguntas necessárias. Porque é nas encruzilhadas do pensamento crítico, da escuta sensível e do compromisso coletivo que se abrem caminhos possíveis para a justiça social.

Local: Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais - CEFET-MG - Campus Nova Suiça
Av. Amazonas 5253, Nova Suiça - BH/MG